Setor perdeu 7.092 vagas no 1º trimestre de 2017. Mais da metade dos cortes ocorreram na Caixa Econômica e se concentram em SP, PR e RJ.

Os bancos fecharam 7.092 postos de trabalho no Brasil no primeiro trimestre de 2017, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), aponta a análise realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O número representa um aumento de 289% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A redução de postos de trabalho ocorreu em todos os estados, exceto no Acre, onde não houve nem redução nem aumento do emprego. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados, segundo o levantamento.

A Caixa anunciou no início do ano um Plano de Demissão Voluntária Extraordinário (PDVE) e desde o ano passado vem implantando uma política de fechamento de agências que considera como economicamente inviáveis.

O Banco do Brasil também vem implantando uma política de reestruturação, com fechamento de agências e um plano de demissão voluntária.

Os poucos bancos estaduais e regionais que resistiram à onda privatista dos anos 1990 também seguem o mesmo rumo dos dois maiores bancos federais.

O governo Temer também promoveu uma descapitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma mudança do perfil de financiamento a serem realizados pelo banco.

 

O documento do Dieese traz ainda análises sobre os motivos das demissões, sobre a faixa etária dos demitidos e dos admitidos, o tempo de emprego dos demitidos e os salários por gênero sexual. (Fonte: Dieese)

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